Lawrence Kohlberg
(1927 -1987) foi um americano que se dedicou ao estudo da teoria piagetiana,
centrando suas preocupações nas questões morais. Expandiu as experiências
aplicando rico material em grupos de controle nos Estados Unidos, Turquia,
Israel, analisando essas pessoas por vários anos. Por exemplo, em Chicago
acompanhou um grupo de 75 meninos e rapazes que inicialmente tinham de dez a
dezesseis anos, por quinze anos, com entrevistas a cada três anos.
Uma das diferenças
do trabalho de Kohlherg em relação ao seu mestre está em que ele rejeita a
teoria do paralelismo entre a psicogênese do pensamento lógico e a psicogênese
da moralidade. Se o desenvolvimento do pensamento lógico formal é condição
necessária para a vida moral plena, não é, entretanto, condição suficiente.
E suas observações
comprovam que a maturidade moral geralmente só é atingida (quando é...) apenas
pelo adulto, uns dez anos depois da adolescência. E que o nível mais alto de
moralidade exige estruturas lógicas novas e mais complexas do que aquelas do pensamento
formal.
Kohlberg reformula
então a teoria dos estágios morais, distinguindo três grandes níveis de
moralidade: o pré-convencional, o convencional e o pós-convencional.
No nível
pré-convencional as regras morais derivam daqueles que as formulam, e sua
aceitação se baseia no reconhecimento da autoridade, orientando-se o
comportamento a partir dos critérios de obediência e de punição e recompensa.
1. Orientação "punição obediência"
(Como eu posso evitar a punição?)
2. Orientação auto-interesse (ou "hedonismo instrumental")
(O que eu ganho com isso?)
No nível
convencional é superada a fase anterior, valorizando-se o reconhecimento do
outro (grupo,
família, nação): predominam as expectativas interpessoais e a identificação com
as pessoas do grupo a que pertence.
3. Acordo interpessoal e conformidade
(Normas sociais)
(Orientação "bom moço"/"boa moça")
4. Orientação "manutenção da ordem social e da autoridade"
(Moralidade "Lei e Ordem")
No nível
pós-convencional os comportamentos são regulados por princípios. Os valores
independem dos
grupos ou das pessoas que os sustentam, porque são princípios universais de
justiça: igualdade dos direitos humanos, respeito a dignidade dos seres humanos
como pessoas individuais, reconhecimento deque as pessoas são fins em si e
precisam ser tratadas como tal.
5. Orientação "Contrato Social"
6. Princípios éticos universais
(Consciência principiada)
O resultado das
pesquisas empíricas de Kohlberg levou a constatação de que um percentual baixíssimo
de cidadãos atingem tal nível de moralidade pós-convencional.
Isso nos faz
refletir a respeito das condições sócio-econômicas que excluem uma população
tão grande das escolas, bem como nos leva a considerar que na sociedade
competitiva e individualista pode parecer utopia aspirar por valores como a
justiça, baseados na reciprocidade e no compromisso pessoal.
Regra de ouro
O que você não quer que lhe façam, não o faça aos demais. Confúcio, pensador Chinês.
Que ninguém faça aos outros aquilo que para ele seria repugnante. Mahabharata, texto sagrado hindu.
Aquela natureza só é boa quando não faz ao outro aquilo que não é bom para ela própria. Zoroastro, profeta persa.
Não atormentes o próximo com o que te aflige. Ensinamento budista.
O que é odiável para ti, não o faças ao teu próximo: isto é todo a Torah; o resto é comentário. Talmud.
Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo, como a ti mesmo. Pentateuco, atribuído a Moisés.
Nenhum de vocês é um fiel até que deseje ao seu semelhante aquilo que deseja para si mesmo. Ensinamento Islã.

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