
Para Jürgen Habermas, filósofo alemão contemporâneo, o paradigma da consciência encontra-se esgotado e deve ser substituído pelo paradigma da compreensão mútua entre os sujeitos capazes de falar e de agir.
Esse paradigma tem por base a atitude performativa dos participantes da interação que coordenam seus planos de ação, por meio de um acordo entre si, sobre qualquer coisa no mundo.
O exercício da razão plena — ou seja, aquela que reúne exigências da ciência (verdade proposicional), da moral (justeza normativa) e da arte (veracidade subjetiva e coerência estética) — é a tarefa do novo lluminismo, que deve mostrar aos defensores do irracionalismo que a crítica não-racional leva ao conformismo, uma vez que, sem o trabalho conceituai, não há como sair da facticidade, ou seja, do vivido.
Assim, a nova razão crítica precisa:
• fazer a crítica dos limites internos e externos da razão, consciente de sua
vulnerabilidade ao irracional;
• estabelecer os princípios éticos que fundamentam sua função normativa;
• vincular essa construção a raízes sociais contemporâneas, submetendo-a à prova de realidade. Esse solo social aparece no processo comunicativo, dentro do qual
os sujeitos propõem e criticam argumentos, criticam as motivações subjacentes
e desenvolvem as capacidades humanas de saber, de busca da verdade, da justiça e da autonomia.

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